Perspectivas de inovação para as ferrovias brasileiras e projetos de lastro ferroviário são destaque

Atualizado: Mai 21

Participação do Secretário Nacional de Transportes Terrestres, Marcello da Costa, bem como de especialistas da VALE, RUMO, MRS e VLI, marcaram as apresentações do dia 19/05





Aconteceu, ontem (19/05), a abertura oficial do IV Simpósio de Engenharia Ferroviária, evento virtual que tem como objetivo apresentar os principais resultados de pesquisas relacionadas à tecnologia ferroviária. Dando início à programação, o Secretário Nacional de Transportes Terrestres, do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa, marcou presença para falar sobre as perspectivas de inovação para as ferrovias brasileiras.


Mediada por Silveira Lopes, professor do Instituto Militar de Engenharia, a palestra teve como foco diagnosticar o panorama atual do setor, a partir da identificação de problemas históricos da matriz de transportes do Brasil. Além disso, Marcello da Costa expôs as projeções para o futuro das ferrovias e as principais medidas na política de infraestrutura.


Entre as atribulações apresentadas pelo segmento de modais ferroviários, o Secretário listou a priorização de investimentos rodoviários em detrimento da expansão ferroviária, sucateamento da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), contratos firmados à época sem previsão de investimentos obrigatórios, 1/3 da malha ferroviária sem tráfego e em estado de abandono e concentração das ferrovias nas regiões Sul/Sudeste.


Com a proposta de superar o desafio de aumentar a eficiência do Brasil no setor, Marcello da Costa definiu a transferência massiva de ativos para a iniciativa privada como a solução para um contexto de “gap” em investimentos. “Nossa expectativa é mais do que dobrar a participação do modal ferroviário nos próximos 10 anos. Temos uma carteira de projetos que serão contratados, ainda no atual governo, da ordem de R$ 233 bilhões”, afirmou.


Além dos investimentos, o Secretário apresentou outras soluções para os problemas identificados, como a atualização do Plano Nacional de Logística – PNL 2035 e 2050, fortalecimento institucional da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e incentivo ao Centro de Excelência em Transporte Ferroviário.


Dentro desse contexto, Costa fez questão de reforçar a importância das academias para o avanço do setor de engenharia ferroviária. “A participação dos universitários e pesquisadores é relevante e necessita ser cada vez mais engajada nesse processo. Talvez seja esse o diferencial que irá nos levar para o próximo grande salto que teremos nesse segmento”, concluiu.


Avanços no Projeto de Lastro Ferroviário




A quarta sessão do primeiro dia do SEF foi destinada à palestra do professor Buddhima Indraratna, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália. A palestra teve como tema “Avanços no Projeto de Lastro Ferroviário”.


Durante sua apresentação, Indraratna listou alguns dos principais problemas enfrentados pelas ferrovias ao redor do mundo no que se refere ao lastro ferroviário, como a incrustação por derrubamento de carvão, bloqueio e poluição por bombeame